Reta final
Data:
22/06/2010
Nesta reta final para registro de candidaturas e formação de coligações, percebe-se uma movimentação para arrumação partidária. O PMDB, que definiu ontem a sua chapa, com indicação do deputado federal Jackson Barreto para vice ao lado do governador Marcelo Déda (PT), que vai à reeleição, e os nomes para a disputa proporcional, trouxe como única surpresa o nome do senador José Almeida Lima para deputado federal, além de sua carta comunicando que não tentaria a reeleição. Deu tudo como estava previsto, inclusive o fato do senador só oferecer uma resposta definitiva depois de conversar com a Executiva Nacional - o que acontece hoje - e voltar a manter encontro com o presidente regional da legenda, Jackson Barreto, e o governador Marcelo Déda. Almeida pretende definições e, para falar um português sem sofismas, quer condições, e até garantias, de que receberá colégios eleitorais. Almeida deixa claro que não imaginava disputar a Câmara Federal e que se preparou para a reeleição. Considera-se em desvantagem. E como tem certeza de que contribuirá com a chapa majoritária, quer um tratamento que lhe dê condições de competir com alguma chance de chegar lá. A candidatura de Almeida está decidida, mas falta encaixar bem o que terá para ele neste percurso novo. Até explicou: algumas lideranças que ele já conversou e pediu apoio disseram que lhe dariam, mas dependia de uma conversa com o governador Marcelo Déda, em razão de compromissos com outros nomes. O grupo que acompanha Almeida Lima não gosta do que está ouvindo. Sussurra que a partir de agora é entrar na briga para eleger-se ou desistir da candidatura. Como ele mesmo disse, é uma coisa ou outra. Depois de realizada a convenção, da carta desistindo de disputar a reeleição e do nome aprovado na coligação, não há mais o que conversar para algum tipo de decisão, que não seja a adotada por ele. Um dos seus mais próximos aliados diz que "lhe colocaram uma casca de banana". Almeida não vê assim e está confiante que terá a participação que merece, dentro do seu pensamento de que não vai entrar apenas para eleger-se, mas também para levar votos à chapa majoritária. Até o dia 04 de julho se dará o desfecho, quando será entregue a ata da convenção ao TRE, para o registro dos candidatos. Na oposição ainda há dúvida quanto uma aliança do DEM com o PSDB, embora houvesse a impressão de que tudo estava resolvido e não se levantava mais a hipótese do recuo. O deputado federal Albano Franco (PSDB) está firme quanto a sua candidatura ao Senado Federal e parece disposto a lançar o seu nome e fazer a convenção de sua legenda, antes do mais provável aliado. As bases partidárias é que levantam problemas, enquanto a cúpula deseja uma acomodação. Um provável candidato proporcional tem trabalhado abertamente para que o DEM tente uma aliança com o PPS, que já tomou uma decisão: Nilson Lima é o candidato a governador e Emanuel Cacho não abre mão de disputar o Senado. Um grupo tucano também acha que o PPS será a saída. As vagas para vice e Senado na chapa estão lá, embora o trabalho das principais lideranças é fazer uma composição ampla, incluindo os três partidos, acrescido do PP e outras legendas menores. Percebe-se que neste momento, em que se tem os festejos juninos e jogos do Brasil na Copa, o tempo é curto e as conversas são as mesmas, sem avanço. Ou sentam para decidir e pronto, ou entrarão em cena cada um para o seu lado, o que naturalmente não parece o mais adequado para uma disputa difícil de todos os lados. Pelo que se percebe, muita coisa ainda pode acontecer, num espaço pequeno para que se faça uma aliança sem traumas.
http://twitter.com/braynerr
Confira o jornal
completo nas bancas!
Indique esta notícia
Comente essa matéria

|