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 situe-se: 10 de Setembro de 2010,  Sexta-feira

A caminho das decisões
Data: 17/06/2010

Membros do DEM estão animados. Dão como certa uma composição com Nilson Lima (PPS), que não nega, não confirma e diz que mantém a pré-candidatura a governador. Nilson é duro na queda. Difícil de deixar passar uma informação, sem ter de se colocar um ponto de interrogação. Um deputado democrata admitiu que é assim mesmo: "as coisas têm que chegar bem pensadas". A verdade é que a composição está se fechando. Não será da forma que o DEM deseja, mas nas condições que também sirva para o PPS. E isso é lógico. O advogado Emanuel Cacho avisa que sem candidato ao Senado não há acordo. O nome apresentado é o dele. Já Nilson Lima diz que as conversas estão acontecendo e no momento passa por um processo de consulta de candidatos a deputados estadual e federal. Avisa também que tudo vem sendo comunicado à Direção Nacional do partido, para que não deixe dúvida quanto a um entendimento que vise o fortalecimento da legenda.
Nilson Lima teve uma conversa com o ex-governador João Alves Filho (DEM) na segunda-feira passada e conversaria hoje com o deputado federal Albano Franco (PSDB). Não aconteceu porque o parlamentar viajou a Portugal e Paris em missão parlamentar. Mesmo seguro e meticuloso em suas informações, Nilson não consegue camuflar que o entendimento está bem mais próximo do que se espera. Diz que a princípio "nós queremos a aliança e vamos analisar as bases para sua concretização". Pronto, está claro. Apesar da predisposição do ilustre socialista de disputar o Governo do Estado, ele pondera que tem de levar em consideração a viabilidade do partido em eleger parlamentares. O PPS trabalha vários cenários, mas na coxia o burburinho é de que até a próxima semana será batido o martelo, com Cacho para o Senado e Nilson para vice ou deputado federal. Nesse ponto há um entrave: o professor Anderson Góis (PV) revela que não dá para os socialistas ocuparem dois espaços na chapa majoritária e que, para ampliar o leque das composições, o seu partido gostaria de uma das posições entre os majoritários.
Aliás, já avisou que para deputado federal não vai, adiantando que isso não será obstáculo para que continue em campanha favorável à eleição de João Alves Filho. A oposição está um tanto quanto agitada para fechar um bloco com pelo menos seis partidos, o que dará um bom tempo na televisão e expor propostas e projetos de Governo, para um enfrentamento duro com o governador Marcelo Déda (PT), que tenta a reeleição e é um candidato peso pesado.
O bloco da situação também deu mais um passo à frente ontem, diante da conversa do deputado federal Jackson Barreto e senador Almeida Lima, com membros da Executiva Nacional do PMDB, senador Renan Calheiros (AL) e Moreira Franco (RJ). O encontro ocorreu por iniciativa de Calheiros, que pretende por um ponto final no terremoto provocado em Sergipe, com o anúncio - natural até - de candidatura à reeleição feita por Almeida. A reunião foi de paz e todos saíram do gabinete de Renan com a expectativa de uma solução próxima. Almeida Lima insistiu em seu objetivo, Jackson explicou as dificuldades e abriu-se a oportunidade, sem ampla contestação, do senador disputar uma vaga na Câmara Federal. Nada foi confirmado, mas houve um quê de aprovação. Tanto que Almeida e Jackson concordaram em novas conversas para amadurecer a proposta. Ninguém deve interpretar como recuo, caso o senador aceite tentar a Câmara e nem se surpreenda, caso, até quarta-feira, a decisão seja anunciada. A essa altura do campeonato, os caminhos se encurtaram e o momento é agora, sem tempo para prorrogação. 
Pelo cenário que se apresenta neste momento, tudo indica que oposição e situação brinquem os festejos juninos juntos, com chapas formadas e definidas, sem precisar chegar às cinzas do São Pedro. Em julho, tudo deve estar preparado para o início da campanha, sem que haja traumas nem dispersões. Embora um ou outro mal-estar seja encarado com naturalidade, caso aconteça a partir de setembro... o que não é improvável.

http://twitter.com/braynerr


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