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 situe-se: 07 de Setembro de 2010,  Terça-feira

Momentos de definições
Data: 13/06/2010

A aliança liderada pelo Partido dos Trabalhadores pôs o time em campo. Lançou sua chapa majoritária e começa o aquecimento para a disputa. Falta agora engrenar as coligações proporcionais para deputado estadual. Já está decidido que os candidatos a deputado federal sairão em um chapão, com o objetivo de eleger o maior número possível. Imaginam de seis a sete nomes. Exagero. A oposição trabalha para eleger dois e está se animando para isso. A chapa lançada na tarde de sexta-feira, que tem à frente o governador Marcelo Déda (PT) como candidato à reeleição, não trouxe nenhuma novidade. Já se sabia dela desde março, quando o deputado federal Jackson Barreto (PMDB), que pretendia o Senado, se animou com a possibilidade de disputar a vice. Está com o nome lá. Como a convenção do PMDB só será realizada a partir do dia 16 [quarta-feira], fica no ar a questão do senador José Almeida Lima, que também pretende a reeleição e luta por isso junto à Direção Nacional.
Apesar do lançamento festivo e otimista da "velha" chapa nova, não dá para fingir que alguns problemas não terão de ser encarados, para que todos se mantenham coesos. A entrada do protocolo na Direção Nacional, feita quinta-feira pelo senador Almeida Lima, não é uma brincadeira. Tem-se que levar a sério, porque o PMDB, como qualquer outra legenda, quer se manter forte e influente em Brasília. Isso só acontece através de representação na Câmara Federal e Senado. Está decidido que Almeida não cabe nesse grupo - o próprio Déda já declarou isso - mas a legenda, com a sua ânsia de fazer o maior número de deputados e senadores, pode fazer a exigência para não perder um senador, mesmo que não tenha certeza de sua reeleição. A visão do partido em Sergipe tem ângulo diferente do que se vê em Brasília e isso tem que ser bem analisado e não levado como uma insensatez, porque a lógica nem sempre está da forma que a gente imagina.
Quem conhece o senador Almeida Lima sabe que ele não entrega os pontos docemente...
Outro fato que carece um certo zelo e cuidado é a formação das coligações, embora esse pareça ser um problema de cada partido. Mas não é assim. O monte de pequenas legendas que sustenta a estrutura dominada pelo PSC, sob o comando rígido de Edvan Amorim (PR), vai dividir-se em três coligações, com o objetivo de fazer o maior número de eleitos. Para o PMDB isso não é importante. O melhor seria o chapão, porque não tem chances de eleger alguém, integrando a coligação que une os partidos com maior potencial de votos, a qual elegerá (ou reelegerá) até oito deputados. Essa arrumação nem sempre é fácil, porque ninguém está nessa disputa apenas para servir de escada aos seus correligionários com maior chance de assumir a Assembleia Legislativa. Na disputa eleitoral proporcional, os adversários estão nas coligações e não na oposição.
E é "preciso ter cuidado para enfrentar o vendaval", como canta Paulinho da Viola, porque é internamente que as coisas acontecem, principalmente em uma aliança que reúne um número significativo de partidos e candidatos. Vou repetir: as divergências que se aprofundam dentro de uma aliança de Governo, invariavelmente levam os insatisfeitos para a oposição. Se todos não forem tratados dentro de um padrão rígido de igualdade, podem seguir outro caminho e vão trabalhar para derrotar a quem os enfraqueceu. Isso é tão velho na política, quanto à posição de votar...  
Agora a oposição também mostra que encontrou um rumo para seguir de forma definitiva. O deputado federal Albano Franco (PSDB) é o candidato ao Senado e o ex-governador João Alves Filho (DEM) ao Governo. Isso não deixa mais dúvida. Aliás, não há tempo mais para manter essa agonia. Até o dia 20 isso será anunciado oficialmente e no dia 30 serão realizadas as convenções. Tudo está parecendo firme e o que precisa é lançar uma chapa proporcional forte, competitiva, capaz de manter o número de parlamentares na Assembleia Legislativa.
Há necessidade - aí sim - de acabar com alguns inconvenientes que levam para a estaca zero o que já tem de estar definido. Quanto ao vice e o outro candidato ao Senado, estão próximos. Bastar ter maior habilidade para conversar e força de argumentar para convencer. Apenas isso. E os dois times estarão prontos para entrar em campo.

http://twitter.com/braynerr


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