Movimentos discretos
Data:
25/05/2010
O senador Antônio Carlos Valadares (PSB), candidato à reeleição, teve um almoço ontem com o governador Marcelo Déda (PT) e considerou que ele fez algumas reflexões de um político amadurecido. A conversa do cardápio ficou apenas entre os dois. Pelo menos até agora. Empanturraram-se de política. Principalmente de sucessão estadual e um naco da disputa pela Presidência da República. Lógico, que um almoço reservado entre um senador e um governador que disputam a reeleição, o assunto não pode ter sido a não escalação de Ganso para a seleção de Dunga. À noite o senador escreve em seu twitter: "a minha impressão é que Déda vai acelerar os entendimentos em torno da chapa majoritária". Depois Valadares posta outros 140 caracteres: "a campanha ainda nem começou, mas as pesquisas chovem quase todos os dias. Só depois da Copa [do Mundo] tudo começa a esquentar. A campanha vai ser curta". Lógico que alguma coisa foi tratada neste almoço que provavelmente se relacione com as deduções do senador Antônio Carlos Valadares, um político extremamente habilidoso e que sabe atuar pacientemente no formato cuidadoso de uma estrutura política coerentemente com o pensamento do eleitorado, baseado também no que mostram as pesquisas. Ouvir o senador Valadares é sempre bom em determinados momento da montagem de uma estrutura política. Marcelo Déda ouviu o senador Valadares ontem, mas logicamente vai estender os ouvidos para outras lideranças expressivas do seu bloco e, provavelmente, até 31 de maio alguma coisa maior acontece no anúncio de uma chapa majoritária, que precisa de calma e tranquilidade para ser montada, em razão de acomodações que devem ser efetivadas, sem melindrar a base aliada. Permitam-me especular que virá surpresas por aí. Quem sabe alguém durma candidato a um mandato "y" e acorde disputando uma vaga "x". A política é dinâmica e muda com a velocidade da luz... Ontem o deputado federal Albano Franco (PSDB) passou a impressão de preocupado. Eram problemas distante da política. Sentiu-se bem em ver o seu nome avançar nas pesquisas e está animado para disputar o Senado. Diante da pergunta de ter batido o martelo com o Democratas, respondeu: "aliança ainda não, mas estamos conversando". No interior, uma liderança forte da região disse que está sentindo firmeza na candidatura do deputado tucano ao Senado federal. Essa dúvida em relação ao que Albano Franco anuncia é que fortalece as suas posições. Tanto que alguns apostaram que o deputado seria candidato à reeleição e blefava quanto à disputa ao Senado. Sinceramente, não se deram bem. A questão é que o mandato de deputado já não o apetecia e os seus amigos mais próximos só o apoiariam para o Senado: "para tentar a reeleição, prefiro não ser candidato a nada", disse-me dezenas de vezes. Quanto à sua ligação com o PCdoB, tudo indica que ela será mantida, apesar de parecer obstáculo para uma coligação com o DEM. Parece-me que Albano não está preocupado com isso. Pelo menos o prefeito Edvaldo Nogueira não. Disse-me, através de telefonema, que não aceita nenhuma pressão de aliados para retirar a Funcaju dos tucanos, e adiantou que não assinará nenhum pedido de demissão de Valdoilson: "só indicaria outra pessoa se ficar vago por iniciativa do PSDB, porque estou muito satisfeito com o trabalho que vem sendo executado por ele".
http://twitter.com/braynerr
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