Existe razão para determinar a Criação e Gestão de Pequenas Empresas?
Data:
02/02/2006
Adm. Marcus Andrade & Adm. Vinícius Caldas*
As organizações estão atuando em um ambiente altamente complexo, marcado por transformações econômicas, financeiras, políticas e culturais. A busca das sobrevivência torna-se o alvo a ser perseguido pelas organizações, que devem procurar gerir as mudanças e não deixar que elas a gerenciem. As empresas vivem um ciclo de altos e baixos, caracterizando pela incerteza, pela velocidade da informação e pelo avanço tecnológico. Apesar da sua importância, as empresas de pequeno porte vêm passando por drásticas transformações em que destacam duas variáveis: primeiro, a globalização dos mercados, que estreitou as relações entre empresas e contribuiu para aumentar a concorrência em nível internacional, fazendo com que as empresas nacionais se adaptassem a novos padrões de produção e de comercialização, mudando a sua relação com consumidores, que ficaram mais exigentes e conscientes do papel das organizações; e segundo ao desenvolvimento da Tecnologia de informação (TI), que alterou as relações de mercado, promoveu modificações no processo produtivo e colocou a informação como essencial na elaboração de políticas gerenciais e mercadológicas para as empresas. Alem disso, através dos meios de comunicação de massa, a sociedade passou a conhecer seus direitos, exigindo, assim, um padrão ético por parte das empresas, proporcionando maior segurança e confiabilidade dos seus produtos, o comprometimento de não agredir o meio ambiente e assumir o papel social de contribuir para o desenvolvimento do país. A razão de maior frustração para o empreendedor na criação de sua empresa está na sua carga tributaria, principalmente durante os primeiros meses de funcionamento de uma pequena empresa, devido aos excessos de tributos que as empresas têm que assumir mesmo com pequena movimentação. Uma outra causa da mortalidade das empresas é a mentalidade com a qual alguns pequenos empreendedores entram no negócio: os objetivos são ligados a maiores lucros e "status" social, quando deveriam mover-se mais pelo desejo de realização profissional, exercício de criatividade e busca de um produto ou serviço que atenda as necessidades do mercado. Também existem vários problemas organizacionais que limitam o crescimento e a expansão das empresas de pequeno porte. O maior deles é os inúmeros papéis que o dono da empresa exerce: ele é o produtor, o vendedor, o "administrador", o gerente financeiro, o diretor de recursos humanos e o analista de marketing - tudo ao mesmo tempo. No início do empreendimento isso é ate normal, mas com o decorrer do tempo e o crescimento da empresa, a excessiva centralização e inúmeras atividades impedem o empreendedor de pensar nas ações estratégicas de seu empreendimento, o que prejudica o seu desenvolvimento organizacional. Um das razões que determinam o sucesso de uma empresa é o seu mercado. As pequenas empresas sofrem problemas nessa área ocasionados pela sua incapacidade de competir com as grandes empresas, no que se refere a preços, prazos, quantidade, qualidade e condições de pagamento, tanto na hora da aquisição de matéria-prima, quanto na venda de seus produtos acabados, gerando uma concorrência desleal. Qual a saída? Seriam as ações de articulações de vários aspectos da organização com as estratégias de mercado, isto é, primeiro: conhecimento do setor onde a empresa atua, assim como dos seus concorrentes, gerando a consolidação da empresa do mercado. E segundo: informações do empresário sobre o mercado interno e externo, viabilizando que a empresa possa atingir um mercado maior, ou outros nichos, ampliando o seu crescimento. Então a razão determinante para o período de criação do empreendimento, como também a condução dos negócios de uma organização, esta no planejamento estratégico. Pense nisto.
* Consultores e Diretores da Empresa de Consultoria CVW - Soluções Empresariais e pelo site : www.cvw.com.br envie a sua sugestão sobre novos temas a serem abordados pelos Autores.
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