Farolândia
Data:
05/03/2009
Um bairro jovem, mas que hoje tem muita história para contar. Apesar de nunca ter sido documentada, a história do nascimento da Farolândia ainda existe pois algumas pessoas fazem questão de mantê-la viva contando a seus filhos e netos. Hoje, o bairro ainda tem diversas áreas com possibilidades de serem exploradas tanto para fins comerciais, quanto residenciais. Entretanto, o crescimento do número de moradores nesta área é superior a qualquer outra em Aracaju, impulsionado pela procura de estudantes da Universidade Tiradentes (Unit) e a saturação de bairros da zona Sul, como o Jardins.
Tentando voltar um pouco no tempo para retomar a história deste bairro, que foi batizado como Farolândia devido a instalação do Pharol do Cotinguiba – como descrito nos idos do século XIX – o jornalista e historiador Luiz Antônio Barreto fala sobre a dificuldade de recompor a história: “Ainda não há uma história dos bairros de Aracaju. Há algumas anotações sobre os bairros mais antigos que ampliavam a cidade para as diversas direções, como o bairro Industrial, o Santo Antônio, o Siqueira Campos, bairro América, São José, Grageru, Treze de Julho e parava por aí. A Farolândia é uma área nova que nasceu entre o Rio Poxim, o Canal de Santa Maria e também em torno do farol, que é de aproximadamente 1888”.
Assim que começou a ser povoada, a Farolândia tinha limites diferentes dos de hoje. Ela se estendia da margem esquerda do Rio Poxim até onde hoje se encontra a Avenida Melício Machado. Apesar de mais ampla, abrigava um número indescritivelmente menor de residentes do que o registrado nos dias de hoje. Entretanto, começava a nascer algo ali, com amparo da construção do farol, da abertura de vias e da posterior construção da ponte sobre o rio que separava o bairro das demais áreas do município. Até então, a localidade dava moradia a pequenos proprietários entorno do farol, mas não há registro de quando isso começou.
O que se sabe é que na margem esquerda do Rio Poxim, onde hoje é chamado de ‘Boca do Rio’, havia produção de hortifruti e granjeiros, que abasteciam o mercado da capital sergipana. “Um dado que se tem é de que ali havia uma passagem onde a municipalidade cobrava os impostos de quem vinha vender verduras na feira da cidade”, relata o historiador sobre o início da vida do bairro. Esta região também passou por um momento de aumento da procura por casas de veraneio. “Havia muitos sítios por ali, que era um areal branco, muito bonito. Havia muita propriedade que precedia a construção de casas na Atalaia”, complementa.
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